As Luvinhas Quentinhas de Mariana
Idades 3–5
No parque coberto de neve, Mariana percebe que as luvas de um amigo estão encharcadas e, com um sorriso caloroso, abre a mochila para dividir um par extra de luvinhas secas de lã.

A neve caía macia no parque de Mariana, branquinha e devagar, rodopiando no ar. — Mãos quentes, coração quente — a vovó sempre dizia. Mariana fechou bem o zíper da mochila de sapinho e desceu pelo caminho limpo de neve, com as botas fazendo crec, crec no frio.
Naquela manhã, na porta de casa, as mãos enluvadas da vovó ajudaram Mariana a guardar bem no fundo da mochila de sapinho um par extra de luvinhas de fleece cor de creme. — Para o caso de alguém precisar de mãos quentes — ela disse, e Mariana balançou a cabeça, toda orgulhosa de estar preparada.
A mão enluvada da vovó segurou a mão de Mariana na hora de atravessar a pontezinha de madeira. — Com cuidado, pezinho de vento — ela disse, e as botas de Mariana fizeram crec, crec, crec nas tábuas cobertas de geada.



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