As Meias de Estrela de Beatriz

Idades 3–5

Junto à lareira crepitante, Beatriz fica preocupada que o fio de luz de estrela acabe antes que todas as patinhas trêmulas sejam aquecidas, até que descobre um jeito esperto de fazê-lo render até a última meia.

A capa de “As Meias de Estrela de Beatriz”

A neve cobriu a floresta de branco, bem quietinha. O vento sacudia as janelas na noite escurinha. Lá dentro, junto à lareira, pequena e aquecida, estava Beatriz, pronta para tricotar a noite toda, protegida.

Beatriz juntou fios de luz de estrela, fininhos e prateados. — Será que tem o bastante para começar? — sussurrou, um pouco preocupada. A cesta parecia pequena. A noite parecia longa. Mas as agulhas dela já queriam cantar sua cantiga.

Tique, tique, faziam as agulhas, rápidas e brilhantes. Uma laçada, duas viradas, à luz da lareira dançante. Uma meinha pequena foi crescendo, listrada de prata e dourado, a primeira meinha a espantar o frio malvado.

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