Gabriel e o Mistério da Torre do Relógio Calado

Idades 6–8

Quando a querida torre do relógio da cidade para de badalar ao meio-dia, Gabriel sobe a escada em caracol com uma lupa e um caderno para resolver o caso, uma pista de cada vez.

A capa de “Gabriel e o Mistério da Torre do Relógio Calado”

Todo dia, ao meio-dia, o relógio da torre cantava por toda a praça: DONG, DONG, DONG! Mas hoje, nada. Só silêncio. Os comerciantes olharam para cima. Os pombos saíram voando. — Que estranho — disse Gabriel, com a mão na lupa. — Relógio não para sem motivo. Pockets latiu uma vez, como se concordasse de verdade.

— Dizem por aí que as engrenagens quebraram para sempre — sussurrou o velho seu Tibúrcio, da barraca de frutas. Gabriel balançou a cabeça. — Isso a gente ainda não sabe. Primeiro, vamos investigar. Ele pegou o pequeno caderno de capa de couro e escreveu: MEIO-DIA. SEM BADALADA. POR QUÊ? Pockets farejou a pesada porta de madeira da torre, abanando o rabo depressa.

A porta rangeu e abriu, mostrando uma escada em caracol que subia até sumir na sombra. — Cuidado aí — disse uma voz. Era a dona Odete, a relojoeira da cidade, com o cinto de ferramentas tilintando. — Alguma coisa lá em cima travou minhas engrenagens. Quer me ajudar a descobrir o quê? Os olhos de Gabriel brilharam. — É exatamente por isso que eu trouxe minha lupa.

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