Tomás e o Código Sussurrante da Biblioteca

Idades 6–8

Quando Tomás encontra um misterioso cartão escondido num atlas antigo, ele precisa decifrar uma trilha de números e letras por todos os andares da velha biblioteca antes que o prazo de sexta-feira feche para sempre a sua querida sala de leitura.

A capa de “Tomás e o Código Sussurrante da Biblioteca”

A Biblioteca Whitfield tinha cheiro de papel e de segredos. Tomás, com sua jaqueta de veludo cotelê amarelo-mostarda e suas botas marrons, gostava dela mais do que nunca nas tardes tranquilas, quando as estantes pareciam zumbir de tanta história. Mas uma guirlanda de flores secas pendia torta na porta. Era o jeito do seu Armando de marcar a última sexta-feira daquela sala. O estômago de Tomás deu

Na sala dos atlas, Tomás folheava um enorme livro antigo de mapas, procurando pistas sobre a história da biblioteca. Um cartão amarelado escorregou de entre as páginas. Em vez de números, tinha estranhos pontinhos decimais brilhantes. — O que é você? — sussurrou ele, com a lupa já na mão. O sol deslizava baixo pelo chão. Faltavam só duas horas para fechar.

— Essas marquinhas brilhantes são números de chamada! — disse uma voz atrás dele. Era a Nina, de boina vermelha e bolsa toda rabiscada, com as sardas franzidas num sorriso. — Todo livro daqui tem um. Ele diz exatamente onde o livro mora na estante. Tomás sorriu de volta. — Então esse cartão é um mapa dentro de um mapa. Juntos, eles correram para o fichário, com o relógio da parede tiquetaqueando c

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