Arthur e o Fantasma do Farol da Ponta
Idades 6–8
Quando luzes misteriosas começam a piscar no abandonado Farol da Ponta, Arthur se une a um guarda bondoso e a uma amiga da vila para provar que olhos espertos e um pouco de ciência brilham mais que qualquer história de assombração.

— Dizem que um fantasma acende o farol velho toda tarde! — sussurrou Mira, abraçando o próprio corpo bem forte. Arthur ergueu uma sobrancelha. — Fantasma não carrega lampião — disse ele. — Alguma outra coisa está fazendo essa luz. Guarda Carlos, você pode nos mostrar o farol? Carlos sorriu e abriu o portão que rangia.
Lá dentro, o farol cheirava a sal e madeira velha. Uma escada em espiral subia para as sombras, creeeec... creeeec... a cada passo de bota. — O pessoal da vila diz que a luz do fantasma aparece justo no pôr do sol — disse o guarda Carlos. — Pôr do sol — repetiu Arthur. — Isso é evidência, não fantasma. Vamos lembrar dessa pista.
Eles subiram e subiram, com as botas fazendo eco. Do lado de fora de uma janelinha, uma gaivota gritou. — Faz trinta anos que cuido deste lugar — disse o guarda Carlos — e nunca encontrei um fantasma. Só máquinas velhas cheias de segredos. Arthur sorriu por cima do ombro. — Então vamos descobrir os segredos delas.



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