Arthur e o Barulho do Sótão à Meia-Noite
Idades 6–8
Toda noite, às dez horas em ponto, uma batida misteriosa sacode o teto do quarto de Arthur, e ele precisa usar farinha, pegadas e pistas bem observadas para resolver o mistério escondido no sótão.

Pum. Pum-pum. Toda noite, às dez horas, alguma coisa batia lá em cima, no teto do quarto de Arthur. — Olha ele de novo! — sussurrou ele, puxando o cobertor só um pouquinho para espiar. Bigodes, o gato, ficou de pé num pulo, com as orelhas viradas para o barulho. Naquela noite, Arthur decidiu: o mistério ia ser resolvido de uma vez por todas.
— Fico ouvindo umas batidas bem em cima do meu quarto — disse Arthur no café da manhã, batendo a colher na mesa. Uma caneca tilintou na mesa. — Sempre na mesma hora? — perguntou uma voz ao lado dele. — Dez horas em ponto — disse Arthur, pegando o caderninho. — Eu vou descobrir o que é.
Naquela tarde, Arthur puxou a escada rangente do sótão, com uma ajudinha. — Cuidado nos degraus — disse uma voz atrás dele, segurando a escada firme. Uma luz empoeirada entrava pela janela redonda lá em cima, e velhos baús se amontoavam nas sombras. — É daqui que vêm as batidas — sussurrou Arthur, com a lupa na mão.



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