Gabriel e o Caso do Osso Sumido no Museu
Idades 6–8
Quando um fóssil precioso desaparece da ala dos dinossauros, Gabriel, de five anos, precisa usar números, e não palpites, para descobrir o que realmente aconteceu.

Sábado de manhã tinha só um significado: Clube dos Detetives Juniores, no museu! Gabriel passou correndo pelo esqueleto gigante do saurópode, com a lupa balançando no cordão. A Júlia era a melhor parceira dele no clube, sempre com o caderninho na mão. — O mistério de hoje é dos bons — sussurrou ela. Atrás da corda, um carrinho de catalogação esperava, com bandejas forradas de veludo e cheias de fó
— Espera — disse a Júlia, parando de repente. — A bandeja quatro está vazia! Gabriel levantou o rosto, de olhos arregalados, e olhou direto para a plaquinha de latão que tinha um número, mas nenhum osso. — O osso do dedo do pé — ele exclamou, de queixo caído. — O osso grandão do dedo do pé do saurópode sumiu! O Gustavo, o voluntário, veio correndo, com as mãos agitadas e nervosas perto do carrinho
— Eu me afastei só por um instantinho! — disse o Gustavo, torcendo as tiras do avental. — Será que roubaram? A Júlia franziu a testa olhando para o caderno. — Ainda não — disse ela, firme. — Primeiro vamos conferir os números. Todo fóssil tem um número de registro, e toda gaveta tem um número igual. Gabriel concordou com a cabeça, com a lupa brilhando. — Números não mentem.



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