Davi e o Enigma das Sete Chaves Antigas

Idades 6–8

Quando um baú empoeirado aparece no sótão com sete chaves de ferro que não combinam, Davi precisa ler o formato de cada chave à luz da lâmpada para achar a única que serve, antes que o mistério se perca para sempre.

A capa de “Davi e o Enigma das Sete Chaves Antigas”

O sótão antigo cheirava a papel e a tempo guardado. Uma voz carinhosa disse: — Este baú não se abre há cinquenta anos. Se uma chave emperrar e for forçada do jeito errado, a fechadura velha pode travar para sempre. Mas a chave que servir de verdade... o tesouro lá dentro é seu, Davi. — Ele abriu um sorriso. Sete chaves. Só uma fechadura.

— Ooh, um quebra-cabeça! — guinchou uma vozinha. Zeca, o ratinho do sótão, apareceu de trás de uma mala velha, com o cachecol de linha vermelha balançando. — Sete chaves, um buraco de fechadura. Eu adoro buracos de fechadura! — Davi, de colete de tricô amarelo-mostarda e camisa de mangas dobradas, se ajoelhou ao lado do baú. — Olhe primeiro. Depois escolha — disse ele.

Davi, com o colete amarelo-mostarda e a calça de veludo cotelê, segurou a lupa junto ao buraco da fechadura e examinou as bordas. Não era só um buraco redondo: dentro dele havia pequenos entalhes salientes, como um labirinto minúsculo. — Essas saliências são as guardas — sussurrou ele. — A chave precisa combinar com cada uma delas.

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