Lucas e o Eco Sussurrante do Vale
Idades 6–8
Quando vozes fantasmagóricas parecem sussurrar do fundo escuro de uma caverna turística, Lucas pega o caderno para cronometrar cada eco, calcular o intervalo e mapear exatamente como as ondas sonoras viajam pela rocha e por dutos de ar escondidos.

— Bem-vindos ao Vale dos Sussurros! — chamou Marisol, uma guia de cabelo cacheado e colete verde-floresta, apontando a lanterna para o túnel cintilante. Lucas apertou o caderno contra o peito, orgulhoso de todos os mistérios que já tinha anotado ali, e torcia para que aquela caverna guardasse um mistério de verdade antes de o verão acabar. Lá no fundo, alguma coisa ecoava... quase como uma voz.
Mais adiante na trilha, um gemido grave rolou pelo salão. — Uuuuu... uuuuu... — Pipo se escondeu atrás da gola de Lucas, tremendo. — É um fantasma, eu sei que é! — Mas Lucas não saiu correndo. Pegou o lápis. — Fantasma não faz eco com hora marcada — disse. — Vamos cronometrar.
— Um... dois... três... — Lucas contava os segundos entre um gemido e outro, rabiscando os números no caderno. — Ele volta a cada oito segundos — anunciou. Marisol levantou uma sobrancelha. — Fantasma tão pontual? Nunca ouvi falar disso em todos os meus anos de guia aqui.



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