Gabriel e a Sala Secreta da Prefeitura Velha

Idades 6–8

Quando Gabriel percebe um vão estranho de mais de um metro entre a parede externa da Prefeitura Velha e o corredor interno, ele precisa ler as plantas empoeiradas de 1890 como se fossem um código para descobrir uma sala em que ninguém entra há cem anos.

A capa de “Gabriel e a Sala Secreta da Prefeitura Velha”

— Os números não mentem — sussurrou Gabriel, desenrolando a enorme planta sobre a mesa da sala de arquivos. Com a jaqueta de veludo cotelê cor de mostarda e a calça verde-escura, ele alisou o papel. Cheirava a chuva antiga e a pó de lápis. Nell pulou numa cadeira para cheirar a planta, com o focinho tremendo diante de cem anos de segredos escondidos nas linhas.

O chaveiro do seu Ferro tilintou quando ele pousou uma caneca de chocolate quente na mesa. — Esse papel velho, para a maioria das pessoas, é só um monte de riscos — disse ele, sem muito ânimo. — Eu mesmo não perderia uma tarde com isso. Gabriel, sem se abalar, passou o dedo pela parede externa do prédio, seguindo de canto em canto, como se fosse uma trilha. — Os números não mentem — murmurou ele o

Gabriel pegou a fita métrica e foi marchando para o corredor comprido. Passo a passo, com todo o cuidado, ele mediu da porta da frente até a parede do fundo. — Doze metros e oitenta! — anunciou, anotando o número. Mas Nell parou de repente num ponto no meio do corredor, farejando forte, com o rabo de repente duro e parado.

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