Sofia e a Porta Secreta do Jardim de Inverno

Idades 6–8

Quando Sofia descobre um ladrilho torto escondido num mar de mosaicos perfeitos, a busca pela simetria abre uma adega esquecida cheia de segredos.

A capa de “Sofia e a Porta Secreta do Jardim de Inverno”

O velho jardim de inverno tinha cheiro de terra quentinha e de flor de laranjeira. A luz do sol entrava por centenas de vidraças e espalhava dourado pelo chão, todo coberto de ladrilhos hexagonais. — Este lugar parece uma caixa de quebra-cabeça — sussurrou Sofia, ajoelhada ao lado da fonte. — Chegue mais perto e olhe bem — murmurou para si mesma. Alguma coisa naquele desenho parecia... errada.

— Errada como? — perguntou , pulando por cima de um vaso de samambaia. Sofia passou o dedo ao longo das bordas dos ladrilhos, sem encostar neles. — Olha só: todo hexágono tem um gêmeo do outro lado da sala, da mesma cor, com o mesmo desenhinho dentro. Isso se chama simetria. São pares iguais, como num espelho, de novo e de novo. apertou os olhos. — Então... tudo combina com tudo? — É essa a ideia

Elas começaram na fonte e foram se afastando aos poucos. O ladrilho azul de espiral encontrou o gêmeo perto da laranjeira. O ladrilho vermelho de estrela combinou com outro perto da porta. contava nos dedos. — Dez pares! Este chão é perfeitamente equilibrado — declarou. Sofia abriu um sorriso. — Todo padrão tem um ponto em que ele falha, . A gente só ainda não encontrou esse ponto.

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