Maria e a Fonte Sussurrante

Idades 6–8

Quando a fonte histórica do parque fica em silêncio, Maria precisa ler os velhos desenhos dos canos, descobrir como a água corre e dizer ao zelador exatamente qual válvula girar, antes que a festa da água do parque inteiro seja estragada.

A capa de “Maria e a Fonte Sussurrante”

A Fonte Sussurrante tinha ficado em silêncio. Nem um respingo, nem um borrifo, nem uma gotinha. Maria parou diante da bacia de pedra seca, com a lupa balançando no pescoço. — Uma fonte quieta — murmurou ela — é uma fonte com um segredo. Seu Carlos coçou a cabeça. — Já consertei três vezes. Nada funciona!

— Toda fonte tem canos por baixo, como veias — disse Maria, batendo a lupa no queixo. — Se a água não sai, tem alguma coisa entupida lá dentro. Pip estalou o bico e voou até a velha placa de latão com o desenho dos canos, como se mostrasse o caminho.

Seu Carlos se ajoelhou perto de uma tampa redonda de metal atrás da grade de segurança e a abriu com um rangido. Um ar fresco subiu, com cheiro de cobre e de chuva. — Esta é a câmara das válvulas — explicou ele. — Lá embaixo é apertado demais para mim, mas dá para espiar. Maria ficou para trás, na linha marcada. — Então eu vou ser os seus olhos aqui de cima!

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