Maria e a Colcha que Guardava Lembranças
Idades 6–8
Quando Maria encontra um velho mapa de papel dentro de uma caixa de madeira embaixo de uma tábua solta do assoalho, ela percebe que a colcha de herança da família é, na verdade, um mapa para uma antiga fazenda de pioneiros escondida no vale, depois do quintal.

— Esta colcha era da sua tataravó — disse a vovó Efigênia, abrindo-a no chão da sala de costura. Maria se aproximou, com a lupa de latão balançando no cordão. Triângulos marchavam em fileiras, como gansinhos voando. — Espere — disse ela devagar. — Os gansos sempre voam para o MESMO lado. E se esses triângulos estiverem apontando para algum lugar? — As colchas guardam lembranças — disse a vovó Efig
Uma tábua do assoalho, perto da janela, balançou sob o joelho de Maria. cheirou a fresta e choramingou, abanando o rabo bem depressa. Maria levantou a tábua com todo o cuidado. Embaixo havia uma caixinha de madeira, empoeirada, mas seca. — , olhe! — sussurrou ela, com o coração batendo feito tambor.
Dentro da caixa havia um mapa de papel antigo, um pouco enrugado e macio nas pontas. Pequenos números corriam por um dos lados, como uma rosa dos ventos. — Isto não é só papel — disse Maria, arregalando os olhos. — São direções! Vovó Efigênia, olhe! As mãos da vovó apareceram ao lado da mesa para alisar o mapa. — Sua tataravó fez aquela colcha a partir deste mesmo mapa.



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