Davi e a Segunda Tentativa na Parede
Idades 6–8
Quando o medo de altura congela Davi no meio da parede de escalada, ele precisa aprender a respirar, a pensar só no próximo apoio e a tentar de novo para finalmente tocar o sino do topo.

Davi adorava a academia de escalada mais do que qualquer outro lugar do mundo. Hoje ele estava aos pés da parede mais alta, aquela com o sino dourado brilhando lá no topo. — Só o próximo apoio — sussurrou ele, passando magnésio nas mãos.
A treinadora Marta conferiu o arnês vermelho dele com um puxãozinho. — As tiras estão bem ajustadas? — perguntou. — Ajustadas! — Davi abriu um sorriso e prendeu o chaveirinho de apito prateado, para dar sorte. O Davi, um menino de 8 anos, forte, de cabelo castanho curtinho e cacheado, cheio de sardas e com uma camiseta laranja de escalada, acenou lá embaixo, nos colchonetes. — Você consegue, Davi!
E lá foi ele! Mão, pé, mão, pé. Só o próximo apoio, disse a si mesmo. Os apoios azuis foram ficando para trás, e vieram os amarelos, depois os laranja. O coração de Davi batia feliz a cada alcance. Os colchonetes lá embaixo ficavam cada vez menores, menores e menores.



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