Lucas e a Promessa da Pracinha dos Bordos
Idades 6–8
Quando alguns meninos da pracinha zombam do jeito de falar de um colega, Lucas se coloca ombro a ombro com ele, espera com paciência até ele terminar e transforma um momento de provocação numa lição de lealdade.

Todo dia depois da aula, Lucas e saíam correndo para a Pracinha dos Bordos. — Bons amigos esperam — dizia sempre a vovó de Lucas, e ele acreditava nisso. Lucas adorava o balanço de corda, o barulho da bola de basquete quicando e, melhor de tudo, as histórias de dinossauros de , mesmo que as palavras dele gostassem de demorar um pouquinho para sair.
— Adivinha o que eu achei — disse , tentando recuperar o fôlego. — Um f-f-fóssil. Bom, eu acho que é um fóssil. Ele tem um formato es-esquisito... — E continuou, descrevendo cada calombo e cada risquinho, enquanto Lucas girava o apito prateado entre os dedos e ouvia com os dois ouvidos bem abertos.
Do outro lado da quadra, dois meninos da escola, o Davi e o Tomás, se aproximaram com a bola de basquete toda gasta. Tomás hesitou, olhando de lado, mas Davi abriu um sorriso enorme. — Fala direito, vai! — gritou, tão alto que a quadra inteira ouviu. A boca de se fechou de repente.



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