O Dia de Consertar Bicicletas do Miguel
Idades 6–8
Quando a corrente da bicicleta de um vizinho pequeno escapa e estraga a tarde dele, Miguel pega uma caixa de ferramentas fiel, torcendo para conseguir mesmo consertar sozinho, e com paciência põe o passeio nos eixos, elo por elo.

Miguel foi pedalando devagar, passando pelo carvalho grande, com a caixa de ferramentas de lata sacudindo na cesta. Ele já tinha consertado um portão que rangia e até a roda bamba de um carrinho de brinquedo, mas sempre com alguém de olho por cima do seu ombro. Hoje ele pensou: será que eu consigo consertar uma coisa sozinho, do começo ao fim?
— ESPERA! ESPERA! — gritou alguém. O Pedrinho estava parado ao lado do muro de tijolos. A bicicletinha vermelha dele estava caída de lado, com a corrente solta e cheia de graxa, pendurada como um colar quebrado. — Ela simplesmente... parou! — disse o Pedrinho, com o lábio tremendo. — Agora eu não consigo pedalar até o parque. Todo mundo já está lá, e eu fiquei de fora!
Miguel desceu da bicicleta e se ajoelhou ao lado da bicicleta do Pedrinho. A Pipoca cheirou a corrente e soltou um gemidinho preocupado. No começo, o paralama torto parecia muito ruim, como se algo tivesse quebrado. Mas, chegando mais perto, Miguel viu a verdade: a corrente não tinha quebrado de jeito nenhum. Ela só tinha escapado dos dentes da engrenagem.



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