Lucas e a Pedra que Fala

Idades 6–8

Quando uma briga no pátio congela as duas melhores amizades de Lucas, ele inventa o jogo da "pedra que fala", que dá a cada um a sua vez de ouvir, e descobre que pedir desculpa primeiro é a coisa mais corajosa e forte que já fez.

A capa de “Lucas e a Pedra que Fala”

Três dias. Foi esse o tempo em que Lucas ficou sem falar com a Mara e o Deo. Como um super-herói que esqueceu o próprio poder, ele ficou sozinho. — Eles que começaram — resmungou. Mas a barriga dele ainda parecia uma pedra.

A cada dia ficava mais silencioso. A Mara nem olhava para ele. O Deo almoçava sozinho debaixo do carvalho. Lucas ficava repetindo para si mesmo que tinha razão sobre as regras. Mas ter razão já não era bom. Só dava uma sensação de frio.

Naquela noite, Lucas encontrou na janela uma pedra cinzenta e lisinha, redonda como um ovo. E teve uma ideia: e se só quem estivesse com a pedra pudesse falar, e todos os outros tivessem que ouvir de verdade? O rosto cansado dele se iluminou.

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