Maria e a Defensora do Velho Carvalho
Idades 6–8
Quando a árvore antiga que dá sombra à cidade é marcada para virar estacionamento, Maria reúne os colegas, enfrenta a dúvida de um adulto e encontra coragem para falar na reunião da câmara dos vereadores.

Toda tarde, depois da aula, Maria saía correndo para a praça e subia sempre no mesmo carvalho velho. Os galhos eram largos como estradas, o tronco, grosso como uma muralha, e a sombra, fresquinha como um lago. — Oi, velho amigo — sussurrou ela, dando tapinhas na casca, como sempre fazia.
Seu Samuel, o zelador, juntava folhas com o rastelo ali perto. — Cuidado, pequena — riu ele —, essa árvore é mais velha que a cidade inteira. Maria abriu um sorriso e subiu mais alto, com a prancheta em forma de folha guardada no bolso da jaqueta. — Oi, velho amigo — disse ela de novo, mais baixinho, só para a árvore.
No dia seguinte, um aviso laranja estava grampeado no tronco. leu em voz alta: — Vão derrubar a árvore. Para fazer um estacionamento. — O estômago de Maria gelou. Ela tocou a casca. — Você não — sussurrou. — Meu velho amigo, não.



Crie com o nome e a foto do seu filho · Ver a Biblioteca de Histórias