O Vulcão e a Teia de Sensores de Davi

Idades 6–8

Num posto de pesquisa em um campo vulcânico, Davi constrói três sensores de pêndulo caseiros para resolver um mistério trêmulo: por que um instrumento sozinho nunca consegue contar a história inteira da montanha que treme.

A capa de “O Vulcão e a Teia de Sensores de Davi”

O chão do Posto de Pesquisa Emberfell zumbia como um gigante sonolento virando na cama. Davi apoiou a palma da mão no corrimão de madeira da passarela e sentiu um tremorzinho de nada. — Você sentiu isso? — sussurrou para o Bip. A lente âmbar do Bip piscou. — Só um tremidinho registrado — apitou o robô. — Tremeu, balançou, a verdade me contou — murmurou Davi, franzindo a testa em direção à barraca

Dentro da barraca, a doutora Elisa Solano traçava uma linha ondulada na tela brilhante do posto. — Esta máquina só nos conta sobre os tremores bem embaixo dela — disse, batendo de leve no vidro. — O Davi sentiu algo que o gráfico quase não mostrou. Curioso, não é? Davi inclinou a cabeça. — Então uma máquina só não basta? Elisa sorriu. — Exatamente. Um enigma que vale a pena resolver.

Davi abriu o caderno de latão preso ao cinto. — E se eu construísse meu próprio sensor? — disse, desenhando depressa. — Uma caneta num peso que balança, apoiada num tambor de papel que gira? A lente do Bip se iluminou. — Pêndulo mais tambor é igual a linha ondulada! — apitou, animado. — Ele está no caminho certo — disse Elisa, já pegando as peças que sobraram.

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