Tomás e o Observatório Mecânico

Idades 6–8

Quando o mecanismo que acompanha as estrelas do velho observatório para na noite de uma rara chuva de meteoros, Tomás precisa escolher a engrenagem certa, dente por dente, e consertar tudo antes que o espetáculo do céu escape.

A capa de “Tomás e o Observatório Mecânico”

Toda terça-feira à noite, Tomás subia os cem degraus em espiral até a cúpula do observatório, onde a doutora Helena Barros vigiava as estrelas. — O Tique me ajuda a contar estrelas desde que eu era pequena, da sua idade — ela sempre dizia. Aquela noite era especial: uma chuva de meteoros estava chegando, e o grande telescópio precisava acompanhar o céu sozinho, tique, tique, tique.

— Esta rodinha se chama escape — disse a doutora Helena, esticando o braço para apontar uma pequena roda que fazia tique-taque dentro do mecanismo. — Ela deixa as engrenagens girarem em cliques pequeninos e iguais, e assim o telescópio desliza atrás das estrelas sem nenhum solavanco. O Tique zumbiu, todo contente. — Tique, tique, tique! — cantou ele, contando cada clique em voz alta.

De repente, lá no fundo do mecanismo, algo fez um clunc tristinho e parou. O telescópio travou no meio do giro, apontado para o céu vazio. — Ai, meu Deus — disse a doutora Helena. — A engrenagem grande perdeu os dentes. Sem uma nova, vamos perder a chuva de meteoros inteira!

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