Mariana e a Água que Não Caía

Idades 6–8

Quando Mariana faz seu primeiro voo nervoso numa pesquisa em gravidade zero, ela precisa aprender a firmar as mãos e a respiração para dominar uma varinha que molda água flutuante só com o som.

A capa de “Mariana e a Água que Não Caía”

— Aperte bem o cinto, Mariana! — disse a doutora Chen, com a voz vibrando de animação no fone. Os motores roncaram, e o jato subiu, subiu, em direção ao céu de um azul bem fundo. Mariana agarrou os braços da poltrona com força, com o boné bem ajustado sobre o cabelo castanho-claro. — E se eu não conseguir fazer a varinha funcionar? — sussurrou ela.

De repente o jato deu um mergulho, e o estômago de Mariana fez um friozinho. As tiras se afrouxaram, e ela sentiu o corpo se levantar de leve da poltrona! — Uau! — riu ela, e a preocupação derreteu em risadinhas enquanto ela flutuava devagar para cima. Bloop girou uma volta preguiçosa no ar ao lado dela, apitando de alegria.

Uma mão apareceu segurando a varinha levitadora, com os pequenos alto-falantes em forma de concha escuros e quietinhos. — Esta é a sua hoje — disse a doutora Chen com carinho. Mariana pegou a varinha com cuidado e sentiu o peso dela se acomodar na palma da mão. — Minha? — disse ela num sopro, segurando-a como algo precioso e novinho.

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