Maria e o Grande Resgate no Cânion
Idades 6–8
Quando a robô exploradora de Maria desaparece numa zona de silêncio no fundo de um cânion em Marte, ela precisa confiar na matemática que programou nela — voltas de roda, ângulos de inclinação e contagem firme — para guiá-la de volta para casa sem nenhum sinal de satélite.

— Exploradora, informe sua posição — disse Maria no tablet de pulso. Só o chiado da estática respondeu. Na tela grande da cúpula, um pontinho brilhante parou na beira do Cânion Canto do Vento, bem onde os mapas ficavam em silêncio. — Perdemos a Exploradora — sussurrou Teco, com as rodinhas tremendo. — Conte as voltas — murmurou Maria. — Confie na inclinação.
A mão enluvada da doutora Helena pousou no ombro de Maria, por trás, sem que o rosto dela aparecesse. — Você construiu o cérebro da Exploradora — disse ela. — Você ensinou a Exploradora a contar as voltas das próprias rodas e a sentir a própria inclinação. Conte as voltas, Maria. Confie na inclinação. — Maria acenou devagar com a cabeça, lembrando de cada linha de código que ela tinha escrito.
— Odometria e giroscópio — murmurou Maria, tocando no tablet de pulso para acordá-lo. — A Exploradora conta quantas voltas as rodas dão para saber a distância que andou, e o giroscópio sente cada inclinação e cada curva. Mesmo no escuro, ela consegue achar o caminho, se os números estiverem certos. Teco contou junto nos dedinhos brilhantes. — Conte as voltas! Confie na inclinação! — cantarolou ele



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