Sofia e o Céu que Sussurra

Idades 6–8

Numa manhã no deserto, Sofia vira diretora por um dia em um gigantesco conjunto de radiotelescópios, aprende a sincronizar trinta antenas em uma única orelha gigante para ouvir o céu e depois constrói uma versão pequenininha no quintal para ajudar meteorologistas de verdade a entender uma tempestade

A capa de “Sofia e o Céu que Sussurra”

Sofia desceu da van para a ampla manhã do deserto, e as botas faziam crec-crec na areia clara. Trinta antenas enormes e brancas formavam uma grande fila curva, quietas e silenciosas, esperando. — Hoje, a diretora é você — disse a doutora Alvarez, com um sorriso. — Escute com atenção, e o céu vai responder — completou. O coração de Sofia deu uma cambalhota de alegria. Será que ela conseguiria fazer

Na sala de controle, as telas piscavam com linhas onduladas. — As ondas de rádio são ondulações invisíveis — explicou a doutora Alvarez —, como um som que vai muito além do que as orelhas conseguem pegar. Sofia apertou um botão. Zum! Uma antena acordou e começou a girar devagarinho. — Uma antena sozinha ouve um sussurro — disse a doutora. — Trinta juntas ouvem um grito. Escute com atenção!

— Nosso alvo — disse a doutora Alvarez — é uma estrela de nêutrons. Ela gira tão depressa que lança um feixe de rádio uma vez por segundo, firme como um coração. Sofia arregalou os olhos. — Uma estrela inteira, fazendo tique-taque assim? — Mais firme do que o seu próprio coração — riu a doutora. — Vamos pegar a pulsação dela. Escute com atenção!

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